Rua Bela Flor, 211 | Vila Mariana | 04128-050

São Paulo - SP | Tel 11  5585-8084

Aptiv revela a evolução dos chicotes elétricos

Divulgação

 

Os chicotes elétricos têm papel fundamental nos veículos. Responsáveis por conduzir a energia e, principalmente, informações, no passado, acionavam itens mais simples como rádio, alarme e limpador do para-brisa. Atualmente, contudo, desempenham muito mais funções, dos airbags ao módulo de injeção eletrônica. A Aptiv, empresa de tecnologia global focada em soluções para o futuro da mobilidade e fornecedora de sistemas de distribuição eletroeletrônicos e tecnologias para as principais montadoras no Brasil e no mundo, revela o quanto os chicotes elétricos evoluíram com o passar das décadas, acompanhando a modernização dos veículos.

 

Os chicotes elétricos são compostos por fios, terminais e conectores, que transmitem informações e energia elétrica para os diversos componentes ao longo de todo o veículo. Em geral, são feitos de cobre e recobertos predominantemente por PVC entre outros materiais especiais, separados por cores determinadas conforme os padrões de cada montadora. Conheça a seguir o que mudou nos chicotes elétricos com o passar dos anos.

 

Uso de alumínio

 

Na busca por veículos cada vez mais eficientes energeticamente, a redução de peso se tornou uma preocupação em toda a indústria automotiva. Diante deste cenário, a Aptiv desenvolveu uma tecnologia chamada Selective Metal Coating (SMC), que permite criar chicotes usando alumínio no lugar do cobre. Além de mais leve, o alumínio possui apenas 30% da densidade do cobre, porém, suas propriedades mecânicas e elétricas trazem alguns desafios.

 

“Uma das implicações em adotar o alumínio é o aumento das bitolas dos cabos e, consequentemente, aumento do diâmetro de todo o ramal, tendo uma perda da flexibilidade no chicote. O benefício é o ganho de peso, gerando uma melhora no consumo de combustível do veículo e nas emissões de poluentes”, explica Walter Sanches, Gerente de Engenharia de Sistemas de Distribuição Eletrônicos da Aptiv para a América do Sul.

 

A tecnologia criada pela Aptiv emprega camadas de latão e estanho para proteger o conjunto contra corrosão galvânica, garantindo durabilidade e robustez. Após diversos testes bem-sucedidos com diferentes modelos e montadoras, a empresa está apta a fornecer o sistema completo de alumínio, incluindo fiação, terminais e processos de fabricação exclusivos.

 

O objetivo da Aptiv é, no futuro, oferecer esse sistema competitivo para todos os locais no veículo, incluindo sob o capô. Seu uso permite uma redução de massa potencial de até 25% em comparação com os chicotes elétricos convencionais. Por isso, essa tecnologia é fundamental para a arquitetura veicular, ajudando a viabilizar tendências como os modelos elétricos, híbridos e autônomos.

 

Mais chicotes, mais fios

 

Divulgação

 

Os novos projetos de veículos, com cada vez mais equipamentos e maior volume de dados a serem transmitidos, levou também à necessidade por chicotes elétricos mais complexos. Ou seja, mais fios ou até mesmo mais chicotes, variando quanto mais sofisticado for o modelo.

 

“No passado, tínhamos uma quantidade reduzida de chicotes no veículo, porém, com o advento de novas tecnologias, sofremos um aumento exponencial. Atualmente, encontramos casos em que podemos ter mais de 1.200 combinações, distribuídas em dez famílias de chicotes. Essa segmentação favorece alguns aspectos, como a facilidade de reparos e montagem, peso, entre outros”, destaca Sanches.

 

Mais circuitos

 

A indústria automotiva vem acompanhando a constante evolução tecnológica, atendendo a demanda do mercado por novas funções que facilitem e entreguem maior comodidade, conectividade e segurança ao consumidor. Com a integração dessas novas funções, é necessária uma maior quantidade de conexões, o que resulta em um aumento substancial na quantidade de circuitos. “Nos mercados desenvolvidos, as novas plataformas globais possuem uma média de 1.250 circuitos, distribuídos em 320 conexões. No nosso mercado, temos um universo de 600 circuitos alocados em 110 conexões”, completa Sanches.

 

Novas funções

 

Dos antigos modelos com poucos recursos, como faróis e lanternas, limpadores de para-brisa e iluminação interna, os chicotes elétricos agora são responsáveis por funções que incluem conforto (aquecimento dos bancos, vidros e travas elétricas, ar-condicionado), tecnologia (direção elétrica, multimídia, sensores de chuva, crepuscular e estacionamento) e segurança (airbags, ABS, alerta de ponto cego, faróis direcionais, alerta de colisão). 

 

Elétricos e autônomos

 

Divulgação

 

O desenvolvimento de veículos elétricos e autônomos alterou também as especificações dos chicotes elétricos, criando necessidades especiais para esses modelos. Os carros puramente elétricos, por exemplo, adotam a cor laranja como padrão para facilitar a identificação visual dos fios de alta voltagem, tanto para fazer manutenção como em casos de acidentes. Além disso, devido à maior quantidade de energia a ser transmitida, exigem cabos com maior bitola, e mais circuitos para conectar todos os sistemas ao longo do veículo.

 

Já os modelos autônomos adicionam mais de 38% de circuitos nos chicotes, em um único veículo, em modelos com nível 4 de automação. Para conseguir empregar a mesma quantidade de fios, a Aptiv dimensionou os circuitos para que tenham diâmetro menor, consequentemente reduzindo o peso e aumentando a flexibilidade e a facilidade de montagem. Contudo, ainda que sejam mais finos, os fios transmitem as informações com a mesma qualidade e agilidade. E, para garantir o elevado padrão de qualidade, a Aptiv possui robôs que manuseiam os cabos durante o processo produtivo.

 

Conforme a indústria automotiva avança, os componentes, como os chicotes elétricos, evoluem junto. Dos primeiros veículos aos modernos carros conectados, muita coisa mudou. E ainda haverá muitas mudanças nos próximos anos, com o aprimoramento de novos materiais e maior complexidade dos modelos.

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

  • Facebook Social Icon
DESTAQUE NA REPARAÇÃO

Matéria de capa: um novo mundo para o varejo

05/12/2019

1/3
Please reload

ÚLTIMAS 

NOTÍCIAS

Please reload