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Medida do governo deve resultar em avanços para o mercado livre de energia

07/01/2019

 

Portaria garante às empresas com consumo de até 2 megawatts flexibilidade na compra de energia

 

A portaria 514, publicada no Diário Oficial da União, no dia 27 de dezembro, ampliará a participação de mais empresas no mercado livre de energia, reduzindo a barreira de entrada de 3 para 2 megawatts (MW). A boa notícia e tão esperada pelo setor deve beneficiar 1.197 empresas, segundo a ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, que poderão fazer a contratação pelo mercado livre de qualquer concessionário e que antes só podiam ter acesso a esta modalidade de compra apenas e tão somente de fontes incentivadas (usinas eólicas, solares, de biomassa e pequenas hidrelétricas).

 

A medida terá duas etapas para entrar em vigor, sendo a primeira para empresas com consumo de até 2,5 megawatts a partir de 07 de julho de 2019 e 1º de janeiro de 2020 para as que consomem 2 megawatts. “Finalmente, o mercado livre de energia terá um enorme avanço com a portaria que sinaliza a possibilidade de abertura de portabilidade de energia para todos os consumidores no futuro. Com mais competividade, flexibilidade e melhores condições, os consumidores terão um ambiente mais favorável e liberdade de escolha”, comenta Antônio Bento, CEO do Grupo IBS Energy, que atua em gestão de energia com a IBS Energy e comercialização com a Gama Energia, entre outras atividades no setor.

 

Bento acredita que a medida também tornará o mercado livre de energia ainda mais atrativo, beneficiando mais consumidores. Outro ponto importante é que  sem obrigatoriedade de utilizar fontes incentivadas para participarem do mercado livre, também aumentará a oferta de  energia deste segmento que vem crescendo no Brasil.

 

Para Bento, a portaria amplia as opções de escolhas e oferece melhores condições para contratação de energia a um número maior de empresas em um momento que a economia começa a dar sinais de retomada.

 

O CEO do Grupo IBS Energy destaca a importância do papel das empresas  gestoras de energia que fazem o trabalho que envolve todo o processo de migração para o mercado livre, além de desenvolverem plano estratégico adequado ao perfil de consumo e monitoramento constante de resultados. “É desta forma que as empresas obtêm melhores condições em redução de custos e qualidade no fornecimento”, aponta.

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