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  • Valtermário de Souza Rodrigues

MOTIVAÇÃO E VENDAS: "Independência ou morte!"


Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece”. Trecho da crônica “A Morte Devagar”, publicada por Martha Medeiros, em novembro de 2000.

A independência do Brasil foi declarada por D. Pedro I, às margens do riacho Ipiranga, em 7 de setembro de 1822. A partir daquele momento, Independência ou Morte seria o lema dos brasileiros. Essa atitude cortou os laços entre Brasil e Portugal. É possível que no “ambiente corporativo” seja necessário darmos o “grito do Ipiranga” e nos tornamos independentes de velhos paradigmas, crenças, pré-conceitos e comportamentos incompatíveis com a postura ideal que se espera das pessoas.

Morre lentamente quem deixa de crescer, seja profissional, intelectual ou espiritualmente, por medo da mudança, por estar preso a velhos paradigmas ou por estar mais preocupado com o outro do que com si próprio. Morre lentamente aquele que é dependente de um ambiente cujo clima organizacional predomina:

Fofocas: é algo que de pior pode existir dentro de uma empresa. Assim diz um ditado popular: “segredo de três tem que matar dois”. A fofoca transforma o ambiente muito pesado, com desconfiança, stress, hostilidade, mentiras..., causando prejuízos, muitas vezes irreparáveis.

Negligência às normas e procedimentos: em toda empresa organizada existem normas e procedimentos. Embora não devam ser engessadas, as normas devem ser respeitadas e consultadas periodicamente. A cultura do jeitinho e do faz de conta só serve para criar um ambiente onde alguns se sentem favorecidos e outros se fazem de coitadinhos.

Resistência a mudanças: “Tudo muda o tempo todo no mundo...”, entretanto é comum nas organizações uma grande resistência às mudanças. Sair da zona do conforto, embora necessário, para muitos não é algo fácil.

Reclamões: conviver com um reclamão não é tarefa fácil. Tem aquele que questiona de tudo e de todos em excesso de maneira não construtiva. Geralmente ele estabelece a cultura do falar por falar, muitas vezes sem conhecimento de causa. Fuja deles!

Grupinhos: Assim dizia, sabiamente, minha tia avó Maninha: “Todo tempo não é um...” No passado, os grupinhos se formavam lentamente e, de repente, causavam estragos à imagem das pessoas. Hoje, com as redes sociais, principalmente o WhatsApp, os grupos se formam rapidamente e as consequências que um vídeo, áudio ou algo escrito sobre alguém, ao cair na internet, podem ser devastadoras.

Tudo aquilo que é postado na internet passa ter domínio público, o que torna difícil “abafar o caso”, e os prejuízos causados podem ser danosos, prova disso são os inúmeros processos de assédio moral que tramitam em instâncias judiciais.

Independência ou morte! É importante tomar muito cuidado para não se tornar dependente de ambientes como esses. Se perceber, por exemplo, que se deixou levar por algum comportamento inadequado ou continua refém de velhos paradigmas, para não morrer profissionalmente, dê o grito da independência e, se possível, tente ajudar algum amigo ou colega que esteja preso a esse tipo de postura. Afinal, morrem, lentamente, aquelas pessoas que ainda não se deram conta da importância de viver em harmonia consigo mesmo e com o próximo, de valorizar as atitudes positivas em prol de um convívio harmonioso no ambiente de trabalho, livre de stress, ansiedade e até de casos de depressão.

Declare, portanto, a sua independência! É tempo de mudar!


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