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  • Sérgio Duque

GEOMARKETING AUTOMOTIVO: estado do Rio de Janeiro


O estado do Rio de Janeiro vem atravessando, nos últimos 10 anos, um período de instabilidade política e social muito intenso, cujos reflexos diretos se mostram nos números da economia estadual, negativados em vários setores e sem perspectivas de recuperação em curto prazo.

Se a economia nacional reagiu bem em 2017 e apresenta números de aparente estabilidade em 2018, no Rio de Janeiro foi diferente. Por lá, parece que a filosofia sugerida por Zeca Pagodinho na música “deixa a vida me levar”, de autoria de Serginho Meriti e Eri do Cais, está prevalecendo, já que todos os esforços concentrados para socorrer a economia, realizados pela união e pelo próprio governo atual, têm esbarrado em desconfianças da população, dos empresários e investidores externos, acostumados a ter diariamente notícias sobre situações catastróficas e que não recomendam credibilidade para investimentos nos negócios futuros.

Não fosse tudo isso, os recentes casos de corrupção nos governos estadual e municipal, mau gerenciamento da administração pública, desemprego e crises em vários setores da atividade econômica, inibiram o crescimento do segundo maior PIB do País, que em 2018 tem previsão para atingir o número de US$ 203,3 bilhões de negócios, concentrados sobretudo nas atividades de serviço e indústria. A previsão do PIB para o ano no Brasil continua estimada em US$ 1,85 trilhão. É esperar para ver se a previsão se concretizará, especialmente num cenário onde até a sucessão presidencial está totalmente indefinida.

Para 2018, a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) acredita que a economia fluminense possa voltar a crescer, puxada por um crescimento mais forte do setor industrial, tanto da indústria de transformação quanto da extrativa. A expectativa é que a construção civil também volte ao campo positivo, na medida em que a expectativa é de retomada do emprego e de manutenção dos juros em patamares baixos – a retomada da arrecadação de tributos igualmente pode ter efeitos positivos sobre os investimentos em infraestrutura.

O estado do Rio de Janeiro, com apenas 92 municípios e características geográficas destacadas em duas regiões distintas (baixada e planalto), concentra uma população estimada de 17,1 milhões de habitantes, IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,832 e concentra 6,54% da demanda de reposição de autopeças no Brasil. Há pouco mais de 10 anos chegou a representar quase 9,0% de todo o País.

O estado que já foi o segundo em potencial de demanda automotiva, hoje representa apenas a 5ª força, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, pela ordem.

O estudo de Geomarketing, da Audatec, compreende 18 microrregiões, com seus respectivos municípios de referência, registrados na tabela abaixo, 70% dos negócios com autopeças no estado estão concentrados na microrregião da cidade do Rio de Janeiro, de onde fazem parte também os munícipios da baixada fluminense (Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé, Nilópolis, Nova Iguaçu e São Gonçalo), e ainda: Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Mesquita, Niterói, Queimados, São João do Meriti e Tanguá.

Ao lado o quadro com demonstração de dados sobre a demanda de autopeças no estado estimada para 2018, por microrregião no estado do Rio de Janeiro.

Já os estudos da CNT (Confederação Nacional do Transporte) apontam que das estradas pavimentadas existentes no estado de Rio de Janeiro, com base em uma amostragem de 2.541 km avaliados, 34,2% delas estão em ótimo estado de conservação, sendo que 28,8% encontram-se em bom estado, 20,6% em estado regular, 12,8% em estado ruim e os restantes 3,6% em péssimo estado de conservação.

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